Home
Tabela de Distância e Valores Galeria de Fotos Contato
Home Quem Somos
Pontos Turísticos de Niterói
Hospedagem em Niterói
Gastronomia em Niterói
Lazer em Niterói
Região dos Lagos

IGREJAS
FORTES
MUSEUS
PRÉDIOS HISTÓRICOS

IGREJAS

Igreja de São Sebastião de Itaipu

Em 1711 já existiam, embora sem pároco até 1755, as Igrejas de São Sebastião de Itaipu, na praia do mesmo nome, e de Nossa Senhora da Conceição da Ilha, erigida, em 1711, na Ilha hoje ligada ao continente. Elevada aquela à categoria de matriz em 12 de Janeiro de 17 55, foi transferida, em 1891, pelo Governador Portela, para o Bispado do Rio de Janeiro. Construiu-se para dar assistência a comunidade empenhada em desenvolver no local a indústria de salga de peixes. Graças ao desenvolvimento econômico de Itaipu, com seus engenhos de açúcar e aguardente, criou-se a paróquia, em 1755, tendo sido nomeado seu primeiro vigário o Padre Manuel Francisco da Costa, também encarregado da freguesia de Jurujuba, até 1822, quando o sucedeu o Padre Antônio Brandão de Melo. Ainda na administração do Vigário Manuel da Costa, a paróquia foi transformada em sede da freguesia de São Sebastião de Itaipu, uma das quatro componentes da Vila Real da Praia Grande, criada em 1819 e transformada na cidade de Niterói. Em 1839, a igreja já precisava de reformas. Em 1840, o Governo da Província contratou os serviços de João Pinto de Lacerda, mas infelizmente as obras não foram concluídas, paralisando-se, definitivamente, em 1848. Proclamada a República, o Governador Francisco Portela, em 1891, entregou-a juntamente com outras ao Bispado do Rio de Janeiro. A conservação e manutenção da igreja, a partir dessa data, passou a ser feita por particulares. Em 20 de Janeiro de 18 98, a igreja estava pronta para a festa do padroeiro. Foi essa a última reforma feita na igreja. Em 1908, sem padre com disposição para ministrá-la, foi extinta a Paróquia de Itaipu, incorporada à de Nossa Senhora da Conceição de Jurujuba e, mais tarde, à de Rio do Ouro.

Local: Estrada Francisco da Cruz Nunes, 8429 - Itaipu

Visitação: De segunda à domingo (exceto às terça) - das 15h às 20h.

Tel.: 2709-4056

Igreja de Nossa Senhora do Bonsucesso

É a única igreja do bairro de Piratininga. De arquitetura sóbria, com suas paredes de quatro palmos de espessura, fica à cavaleiro da lagoa existente em sua proximidade. Foi construída, entre 1670 e 1701, pelo Capitão Luís Alberto Gago de Câmara (1670-1733), falecido em 18 de Novembro daquele ano. Em 1726, o Padre Francisco Lopes Xavier assim a descreveu: “Uma capela de taipa de pilão, com seu altar, sacristia, púlpito e pia batismal; com tubo dos santos óleos seguro e fechado; uma imagem de Nossa Senhora do Bonsucesso de gesso, de quatro palmos de altura, bem estucada, com o menino Jesus nos braços com sua coroa e resplendor, do menino de prata; tem uma imagem de São Bento, pequena, de marfim com resplendor de prata: uma imagem de São Francisco Xavier, de Santo Antônio e outra de São Francisco”. Pelo visto, a linha arquitetônica atual de igreja é posterior à época citada. Embora sem uma data precisa de construção, em sua arquitetura atual, trata-se, sem a menor sombra de dúvida, de obra jesuítica do século XVII. Seus arcos encimados por um triângulo, suas janelas de frente e a torre dos sinos, a cruz e os ornamentos de estuque, além de outros pormenores, são características flagrantes da arquitetura usada habitualmente pelos jesuítas em suas construções.

Local: Rua 37, s/n o – Piratininga

Tel.: 2709-4056

Visitação: De segunda à sexta (exceto terça) de 08h às 12h. , de 14h às 18h.

Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Cidade

Já existia em 1663, contemplada com uma verba testamentária de 25 mil réis deixada por José Gonçalves, falecido naquele ano. A escritura de doação dos terrenos foi celebrada em 27 de Agosto de 16 71 pelos herdeiros de Araribóia: Gaspar Soares de Sousa e sua mulher, Maria Sousa; Sebastiana Soares e seu marido, João da Rocha Paris; Margarida Soares, viúva de Vicente Miranda, e Violante Soares, viúva de Domingos Araújo. A escritura foi celebrada no alpendre da Ermida de São Domingos, sendo tabelião Manuel Cardoso Leitão. Celebrou-se o Te Deum comemorativo da criação da Vila Real da Praia Grande, cantado pelo Vigário José Joaquim de Ávila, com a presença de homens do governo e do povo. Foi matriz provisória, de 1819 a 1829, e efetiva de 1829 a 1831, abrigando durante todo esse tempo a imagem de São João Batista, padroeiro da cidade, trasladada da primitiva Igreja de Nossa Senhora das Necessidades, em Icaraí, e depois transferida, em procissão solene, para sua nova morada, quando se inaugurou a primitiva Capela de São João Batista, no centro da cidade. Em 1820, foi reconstruída a escadaria e colocada grade de ferro, devido às obras de arruamento da Rua da Conceição. Reformada, de 1881 a 1882, pelo construtor João Antônio dos Santos Guaraciaba, recebeu sinos novos, oferecidos por Luís Paulino de Santana, e foi inaugurada a 3 de Dezembro de 18 82 pelo Vigário de São João Batista, Monsenhor Luís Raimundo da Silva Brito. Foi matriz provisória de 1885 a 1886, durante as reformas da catedral. Sofreu reformas em 1905, 1912 e 1919, quando tomou a feição atual, sendo benta a 4 de Dezembro de 19 17. A irmandade da Conceição, instituída em 1736, tomou o nome de Confraria de Nossa Senhora da Conceição de Niterói, em 1850, por provisão passada pelo Bispo do Rio de Janeiro, Dom Manuel do Monte Rodrigues de Araújo, Conde de Irajá.

Local: Rua da Conceição, 216 - Centro

Visitação: De terça à sexta das 07h às 11h e das 14h às 18h. Sábado das 11h às 17h.

Tel.: 2717-0154

Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Jurujuba

Foi construída na Praia da Várzea, ao lado de uma pequena casa conventual, entre 1629 e 1667, e restaurada, em 1692, pelo Padre Manuel Rodrigues de Figueiredo. Em 1716, foi doada ao Convento do Carmo. Em 1839, fundou-se, na enseada de Jurujuba, a Sociedade Amantes da Religião, com a finalidade de construir e conservar a Capela de Nossa Senhora da Conceição, para elevá-la à categoria de matriz. E, assim, por força da lei n o 208, de 23 de Maio de 18 40, criou-se a nova freguesia, com o título de Nossa Senhora da Conceição da Várzea. As obras da igreja ainda não se haviam concluído, e já era instalada a paróquia, no ano de 1861, de acordo com as anotações no seu primeiro livro de termos de batismo. Seu primeiro pároco foi o Padre Celestino Otero. Uma lei de João Caldas Viana, em 1844, concedeu mais 200 mil réis para continuação das obras. Em 1857, Antônio Nicolau Tolentino autorizou por lei um auxílio de cinco contos de réis para a conclusão das obras e compra de alfaias e paramentos. Em 1861 e 1862, leis do Presidente Luís Alves Leite de Oliveira Belo mandavam continuar as obras com mais cinco conto de réis. Proclamada a República, o Governador Francisco Portela, em cumprimento do art. 72 $ 3 o , da Constituição Federal de 1891, mandou entregar a paróquia e todo o seu patrimônio à respectiva autoridade diocesana. A paróquia não foi extinta, apenas teve transferida a sua sede. A Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Jurujuba entrou em decadência. Seu teto desabou. Em 1904, reformou-a o Visconde de Morais, brindando-a com um novo sino. Em 1942, foi reconstruída por Frederico Dahne, a pedido de D. Alzira Vargas do Amaral Peixoto. Em 1952, foram concluídas as obras às expensas de Luís Alves de Castro e sua mulher, Linda Alves de Castro. Em 1954, o Vigário Luís Lazzarim iniciou nova campanha de reconstrução, com a cooperação dos moradores do bairro. Prosseguiram os trabalhos até 1969, quando foram concluídos.

Local: Praia de Jurujuba, s/n o - Jurujuba

Tel.: 2711-1670

Igreja de São Lourenço dos Índios

Em 1627, a Capela de São Lourenço dos Índios registrou seu primeiro batismo, autorizado pelo Prelado Administrador do Rio de Janeiro, Mateus da Costa Aboim. Em 1769, foi construída uma nova capela mais sólida, de pedra e cal, substituindo a anterior, feita com paredes de taipa e coberta de palha como as ocas dos índios. Media 90 palmos de comprimento por 30 palmos de largura. Em seu adro, outrora cemitério dos índios, representou-se, em 1686, o “Auto de São Lourenço”, de José de Anchieta, ensaiado pelo Padre Manuel de Couto. Foi, sem dúvida, a primeira manifestação teatral registrada no Brasil. Embora humilde e no alto de um morro, a Igreja de São Lourenço dos índios foi elevada à categoria de matriz. A igreja está em bom estado de conservação. Somente o piso de lajota de barro cozido está desgastado pelo passar dos fiéis de tantas gerações. O retábulo do altar-mor foi considerado por Lúcio Costa um padrão de arte jesuítica. Apesar das reformas sofridas, em virtude da fragilidade da construção e em função do tempo decorrido, a Igreja de São Lourenço dos Índios, hoje tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, é a única relíquia no gênero, lembrando a sesmaria de Araribóia, o ventre, a matriz de onde surgiu Niterói. Em 1933, a igreja foi entregue pelo Bispado à Prefeitura e, em 1939, incorporado ao patrimônio Municipal como Monumento Histórico da Fundação de Niterói. Suas reformas maiores foram realizadas nos anos de 1840, 1869 e 1933, todas respeitando, o quanto possível, as linhas arquitetônicas originais. Pairando sobre todas as controvérsias, a Igreja de São Lourenço dos Índios é a mais antiga igreja da Cidade de Niterói.

Local: Praça General Rondon, s/n o - Morro de São Lourenço

Visitação: Programada

TeI.: 2622-2857 (Sr. Carlos Albino)

Catedral de São João Batista

Em 19 de Agosto de 18 20, foram começadas as obras de construção da igreja pelo Juiz de Fora José Clemente Pereira. O terreno, entretanto, só foi doado em 28 de Março de 18 21 pelo Brigadeiro Manoel Alves da Fonseca e Costa e sua mulher, D. Maria da Piedade Mendes da Fonseca e Costa. Em 1822, a Câmara concedeu verba para a continuação das obras da primitiva capela, então existente, inaugurada em Abril de 1831, mais ou menos no alinhamento da atual Rua Maestro Felício Toledo. Ruindo essa capela, iniciou-se então a construção da atual matriz. Sua pedra fundamental foi lançada no dia 1 o de Março de 1842. Uma procissão, vinda da antiga matriz, depositou, no local reservado para tal fim, uma caixa de chumbo com meia-dobra de ouro com a efígie do Imperador Dom Pedro II, moedas de prata de 1.200 réis, jornais do dia e uma placa de metal com inscrição perpetuadora da data. Uma vez concluída, a igreja foi benta, transladou-se para ela a imagem de São João Batista e demoliu-se a primitiva capela. Em 1854, quando da sua nova visita oficial à Cidade de Niterói, o Imperador Dom Pedro II veio especialmente para assistir à benção da Igreja de São João Batista, hoje nossa Catedral. A imagem do padroeiro saiu da Ermida da Pedra, em 28 de Dezembro de 17 44, para a Igreja de Nossa Senhora das Necessidades e abrigou-se depois na Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Cidade, onde aguardou a conclusão das obras para ser colocada, a qual hoje se vê, no altar-mor da Catedral. A igreja foi reformada em 1886, bombardeada em 1893, na revolta da armada, e novamente reformada nos anos de 1895, 1905, 1919, 1931, 1941/42 e 1981. Foi sagrada, em 1942, pelo Bispo Dom José Pereira Alves, por ocasião do 1 o Congresso Eucarístico Diocesano, ao comemorar-se o seu primeiro centenário, o segundo da irmandade do Santíssimo Sacramento e o cinqüentenário da então Diocese, hoje Arquidiocese.

Local: Rua São João, 14 - Centro

Visitação: Todos os dias

Tel.: 2719-2494

Igreja de Santa Rosa de Viterbo

Primeiro marco do bairro de Santa Rosa, foi construída no início do Século XVIII pelo Capitão Pedro Barreiros de Sousa, proprietário da fazenda de Santa Rosa e pai do padre João Bento Berreiros de Sousa, então vigário da Paróquia de São João Batista de Icaraí - a Ermida da Pedra. Em Fevereiro de 1882, abandonada havia muitos anos, um raio destruiu-lhe a torre, derrubando a cruz do alto da sua fachada. Os devotos se cotizaram e, em 6 de Maio de 18 83, foi solenemente colocada nova cruz. Inconformados com a situação e após reiteradas gestões, conseguiram um auxílio da Assembléia Provincial, O suficiente para reformar a igreja. Em 5 de Novembro de 18 84, ela era benta por Monsenhor João Aureliano Correia dos Santos, vigário da Matriz de São João. A primeira festa foi ali realizada em 21 do mesmo mês, quando a visitou o Bispo do Rio de Janeiro, Dom Pedro Maria de Lacerda, Conde de Santa Fé. Em 1890 estava novamente abandonada. Foi reformada pelo provedor da devoção, João Caetano Monteiro, inaugurada a obra em 18 de Abril de 19 02. Em 1919, passou por nova reforma. Em 6 de Junho de 19 40, o Bispo Dom José Pereira Alves assinava um decreto criando a Paróquia do Coração Eucarístico de Jesus e Santa Rosa de Viterbo e elevando a capela à categoria de matriz. Em primeiro de Julho de 1944, o mesmo Bispo, considerando as dificuldades de acesso à Matriz de Santa Rosa de Viterbo, no alto de uma ladeira no bairro do mesmo nome, transferiu a sede paroquial para a Igreja, hoje Basílica de Nossa Senhora Auxiliadora, anexa ao Colégio Salesiano Santa Rosa - casa primacial dos filhos de São João Bosco no Brasil. A transferência da sede da Matriz resultou na mudança do título da paróquia para Paróquia de Nossa Senhora Auxiliadora. Foi nomeada vigário o Padre Francisco Xavier Lanna.

Local: Rua Santa Rosa de Viterbo, s/n o - Santa Rosa

Tel.: 2711-0970

Capela de Santa Bárbara

Construída no século XVII, por Martins de Sã, então Governador do Rio de Janeiro. Está assentada sobre a rocha viva, numa colina na entrada da baia de Guanabara, dentro de um pátio da Fortaleza de Santa Cruz da Barra, no exato local onde existiu, anteriormente, a bateria de dois canhões, instalada em 1555 por Nicolau Durand du Villegaignon. Em 1585, o Padre José de Anchieta, em sua carta ânua, dizia, entre outras informações de grande importância, estar a cidade do Rio de Janeiro bem defendida não só pela Fortaleza de São Sebastião, mas por várias outras, entre as quais se destacava a bateria de Nossa Senhora da Guia, mandada construir no ano anterior por Salvador de Sá. Em 1623, a aludida bateria, depois de reconstruída, passou a chamar-se Fortaleza de Santa Cruz da Barra, substituindo uma outra desativada no Rio de Janeiro, onde hoje se encontra a Igreja de Santa Cruz dos Militares, na Rua Primeiro de Março. Ao entrar no Forte propriamente dito, vê-se logo, à esquerda, em ótimo estado de conservação, a Capela de Santa Bárbara, bem característica do século XVII, abrigando uma linda imagem de tamanho natural. Segundo a lenda existente na Fortaleza, as tentativas feitas no passado, no sentido de transferir a santa para outro local, sempre se malograram. De forma inexplicável, o mar infalivelmente se revoltava e o tempo se tornava tempestuoso, impedindo sua trasladação. A capela foi reconstruída em 1912, por determinação do Coronel Inocêncio Ferreira de Oliveira, então comandante da Fortaleza de Santa Cruz. Deve-se ainda ao mesmo coronel a iluminação elétrica da famosa fortificação. As missas na capela são rezadas no terceiro Domingo de cada mês pelo padre disponível das igrejas mais próximas: São Pedro, Nossa Senhora da Conceição da Várzea e São Francisco.

Local: Estrada General Eurico Gaspar Dutra, s/n o - Jurujuba (Fortaleza de Santa Cruz)

Visitação: diariamente de 09h às 16h.

Tel.: 2711-0462

Igreja de São Francisco Xavier

Erguida em terras da fazenda dos jesuítas, numa pequena colina, na enseada de São Francisco, separando a praia do mesmo nome da denominada Charitas. A construção só se realizou pouco depois da canonização do padroeiro, pelo Papa Gregório XV, no dia 12 de Março de 16 22. O Padre José de Anchieta, considerado por alguns historiadores como construtor da igreja falecera em 9 de Junho de 15 97. Pelo seu estilo barroco-jesuítico, a igreja deve ter sido construída pelos padres, donos da fazenda. Com a extinção da Companhia de Jesus pelo Marquês de Pombal, seus bens foram confiscados em 1759. A fazenda e a igreja passaram por vários donos, entre eles o Major Luís José de Meneses Fróes. Este, por seu turno, vendeu-as, em 1869, ao governo provincial, interessado apenas em adquirir a igreja e seu patrimônio religioso, incluindo ainda o paço, a casa residencial, o terreno onde se construiu o cemitério, e quarenta braças de marinha. Proclamada a República, o governo Francisco Portela devolveu tudo às autoridades eclesiásticas. Até o ano de 1913, quando foi reformada pelo arquiteto Vicente Del Bosco, a pedido do Vigário Sebastião Gastaldi, a Igreja de São Francisco Xavier pertencia à Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Jurujuba. Conserva ainda o púlpito de madeira, a escada, a pia bastimal feita de barro cozido, o relógio de sol da parede dos fundos, uma imagem esculpida em pedra-sabão, atribuída ao Aleijadinho, e um sino de bronze datado de 1573, responsável pelas interpretações quanto à verdadeira data de construção da capela pelos jesuítas. No sopé da colina, onde se erigiu a igreja, ainda hoje se pode ver um pião de terras de 1727, com inscrições e insígnias dos jesuítas, a dividir as terras da fazenda de São Francisco. A gruta de Nossa Senhora de Lourdes, construída, em 1914, pelo vigário Sebastião Gastaldi, foi demolida, em 1982, pelo prefeito Wellington Moreira Franco.

Local: Av. Quintino Bocaiúva, s/n o - São Francisco

Visitação: De segunda à sexta das 08h às 16h. Sábados de 08h às 11h30 min.

Tel.: 2711-1670

Igreja de São Domingos

Situada no bairro do Gragoatá, foi construída com verba testamentária deixada por Domingos de Araújo, falecido em 28 de Fevereiro de 16 52, a sua mulher, Dona Violante Soares, com a obrigação de conservar a imagem de São Domingos existente na fazenda. Administrou-a a família até 1740, quando Francisco de Araújo Soares, filho de Domingos, transferiu a administração a Joaquim Álvares. Das terras, onde havia um engenho de açúcar, foram doadas cinquenta braças ao patrimônio da igreja. Em 22 de Setembro de 18 19, realizou-se nela um Te Deum pela visita do Rei Dom João à Vila da Praia Grande. Em 1838, ali celebraram as exéquias de José Bonifácio. Foi reformada pelos moradores locais, a partir de 1842, com auxilio provincial concedido, em 1843, pela Assembléia Legislativa e pelo Presidente João Caldas Viana. Em 1849, o Presidente João Pereira Ferraz manda prosseguir com as obras. Em 1872, novas reformas se fizeram. Bastante arruinada, desde 1882, foi reconstruída a partir de 1897, em terreno ao lado da matriz primitiva, por iniciativa da Irmandade de Nossa Senhora das Dores e São Domingos de Gusmão, segundo projeto do arquiteto Bianor de Mendonça. As obras tiveram início em 1898 e concluíram-se em 1900, sendo a nova capela inaugurada em 1902. Em 1914, foi dotada de iluminação elétrica. Em 1929, criou-se a paróquia. Novas obras de reformas foram realizadas, em 1933, pelo Vigário Antônio Macedo. Dois vultos históricos tiveram seus nomes ligados à Igreja de São Domingos: José Bonifácio de Andrada e Silva e Frei Francisco de Mont'Alverne, falecido, este último, em Niterói, no dia 2 de Dezembro de 18 58. Em 1938, o Padre Antônio Macedo, vigário da Paróquia, substituiu a madeira do piso por granito e mármore.

Local: Rua Alexandre Moura, 21 - São Domingos

Visitação: Diariamente das 07h às 11h30 min. e das 15h às 17h30 min.

Tel.: 2717-1363

Basílica de Nossa Senhora Auxiliadora

A pedra fundamental da Igreja-Santuário de Nossa Senhora Auxiliadora, foi lançada no dia 24 de Maio de 19 02, no bairro de Santa Rosa. O título de Nossa Senhora Auxiliadora foi criado por São Pio V, quando da grande batalha de Lepanto, em 1571, na ocasião em que os turcos se preparavam para invadir Roma. São Pio V confiou a batalha a Nossa Senhora, e os cristão saíram vitoriosos. Mais tarde, numa investida de Napoleão Bonaparte contra a igreja, São Pio VII instituiu a festa de Nossa Senhora Auxiliadora no dia 24 de Maio, em reconhecimento à proteção dada ao Papa prisioneiro de Napoleão. Dom Bosco, empolgado, passou a divulgar o dia da festa da Santa. Projetada, em estilo gótico, pelo engenheiro salesiano Domingos Delpiano, a nova igreja substituiu a modesta capela construída pelo padre Miguel Borguino, no ano de 1884. Em 24 de Dezembro de 19 18, com a construção ainda em andamento, a nova igreja começou funcionar. Sua sagração litúrgica, entretanto, só a efetuaria, no dia 30 de Setembro de 19 50, Dom Orlando Chaves, Bispo salesiano de Corumbá, ex-diretor do Colégio Salesiano Santa Rosa, dono de uma grande folha de serviço prestados à construção daquele santuário. Em 1 o de Junho de 1944, o Bispo Dom José Pereira Alves transferiu a sede da paróquia para a Igreja de Nossa Senhora Auxiliadora, nomeando seu primeiro Vigário Ecônomo o padre Francisco Xavier Lanna. No dia 12 de Setembro de 19 50, Sua Santidade, o Santo Padre Pio XII elevava à categoria de Basílica a Igreja de Nossa Senhora Auxiliadora. Para comemorar o Ano Santo, Dom João da Mata Andrada e Amaral, o Bispo Diocesano de Niterói, promoveu o Congresso de Nossa Senhora Auxiliadora e da Paz Social. O Padre Virgínio Fistarol, quando vigário da paróquia, promoveu a aquisição de um órgão, considerado então o quinto do mundo pela sua grandiosidade. Construído pela firma Tamborini, na Itália, possui cinco teclados manuais e um pedaleiro de 32 notas e 134 registros, usando em suas ligações 55 quilômetros de fios. Foi inaugurado, solenemente, no dia 15 de Abril de 19 56, pelo maestro Ángelo Germani organista da Basílica de São Pedro, de Roma, especialmente convidado.

Local: Rua Santa Rosa, 207 - Santa Rosa

Visitação: Diariamente das 6h às 11h e das 15h às 20h.

Tel.: 2711-0970

Monumento à Nossa Senhora Auxiliadora

Compõe-se de um pedestal de 27 metros de altura, encimado por uma estátua de 6 metros . Tem gravadas numa pedra a seu lado direito as datas de início e inauguração: 03 de Maio de 19 00 e 08 de Dezembro de 19 00. Do lado esquerdo há uma inscrição em latim: “In Petra Exaltastime” (Sobre a Pedra Me Exaltaste). Nos fundos, uma placa de mármore mais recente presta homenagem às benfeitoras do monumento: “In Memoriam Júlia Marques Sader - Maria Celina M. Cunha”. No interior do pequeno altar da base acham-se diversas outras inscrições em latim. Inaugurado em 8 de Dezembro de 19 00, foi lido na ocasião pelo padre Carlos Pereto, diretor do colégio, um telegrama do Papa Leão XIII, felicitando os salesianos pela iniciativa. Em 3 de Maio de 19 01 foi inaugurada a iluminação elétrica da alameda pelo diretor da escola Padre Luiz Zancheta, para ali se comemorar a festa da Santa Cruz. Em 1902 inaugurou-se um holofote que iluminava o monumento em dias de gala. Em 14 de Outubro de 19 06 inaugura-se um ascensor cuja construção começara em 1901, semelhante ao de Notre Dame de La Garde. Foi visitado pela primeira vez por um Presidente da República, Rodrigues Alves, em 31 de Outubro de 19 06. Em 1920 uma faísca elétrica avariou o monumento decepando a imagem do menino Jesus tendo sido restaurada só em 1934.

Local: Morro do Atalaia - Santa Rosa

Visitação: Todos os dias das 8h às 18h

Capela de São Pedro do Maruí

Construída, em 1750, por Francisco Vitoriano Correia e seu irmão José Pereira Correia, na fazenda do mesmo nome, mais tarde adquirida pelo município a fim de transformá-la em cemitério da cidade. Seu provimento data de 17 de Agosto do mesmo ano. Em 26 de Janeiro de 1838, o governo da Província resolveu permitir às confrarias e irmandades manter cemitérios independentes dos das câmaras municipais. A lei n o 411, de Abril de 1847, declarou de utilidade pública, para desapropriação, os terrenos. O decreto n o 501, de 9 de Abril de 1850, autorizou as despesas. A deliberação de 20 de Dezembro de 1854, escolheu o lugar, no Maruí, para a construção do cemitério. O decreto n o 776, de 19 de Setembro de 1855, deu o golpe de misericórdia, proibindo sepultamento nas igrejas de Niterói. A pequena capela, do mesmo estilo das demais de sua época, foi construída pouco distante da casa-grande da fazenda, da qual não resta hoje o mínimo vestígio. Nem se sabe onde se localizava. A capela está situada no meio do Cemitério do Maruí, num pé de morro, onde o terreno foi rebaixado de três a quatro metros, a fim de ficar no mesmo nível das alamedas da necrópole. A construção é de pedra e cal, com paredes de grande espessura. O altar-mor é feito com decorações barrocas bem trabalhadas, em estuque, com folhas de acanto e querubins. A imagem de São Pedro, no altar-mor, é encimada por chaves - símbolo desse santo. Na minúscula sacristia há um lavabo de mármore. A capela foi várias vezes reformada. As principais reformas ocorreram em 1899, a cargo da Câmara Municipal, quando recebeu novas imagens de São Pedro, São Francisco da Penitência, Santo Antônio e São Benedito; em 1911, a mando do prefeito Feliciano Sodré; e em 1947, à custa da empresa Matadouro Maruí S/A. Em 1972, a Capela foi restaurada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Local: Rua General Castrioto, 409 - Barreto

Visitação: Diariamente das 7h às 17h. (com chave na administração)

Tel.: 2628-2065

Igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem

Situada no alto da ilha do mesmo nome, domina a entrada da Baía de Guanabara. Foi construída, por ordem de Diogo Carvalho Fontoura. Provedor da Fazenda Real, com a verba testamentária de cinco mil réis, deixada por José Gonçalves, falecido em 30 de Dezembro de 1663. Em 1666, as obras ainda prosseguiam, auxiliadas por uma finta voluntária. Em 1711, foi citada no diário de Duguay Trouin e, em 1723, no “Santuário Mariano”, de Frei Agostinho, de Santa Maria. Sua conclusão data de 1734, como se lê na lápide existente em sua parede do lado da escadaria: “sendo mra. Amaro da Sva. Eng. dor. J. de Farias, r. o pre. mel. ces. de C. e mais 173 devotos”. Em 1846, foi reformada pelo engenheiro provincial Pedro Toulois. Numa festa realizada em 8 de Dezembro de 1870, incendiou-se e só foi reconstruída, em 1909, pela Associação Protetora dos Homens do Mar, quando se restabeleceu o culto de Nossa Senhora dos Navegantes. Em 1911, o Governador Oliveira Botelho dotou-a de luz elétrica. Em 1918, extinta a Associação, a ilha passou à jurisprudência do Ministério da Marinha, e a imagem de Nossa Senhora foi recolhida à capela do hospital da corporação. Novamente abandonada, em ruínas, a igreja foi reconstruída pelo Prefeito Gustavo Lira, sendo as obras dirigidas por José Mariano Filho e inauguradas em 2 de Setembro de 1934, com uma procissão marítima trazendo de volta a imagem da padroeira. Prevendo novo abandono, o Ministério da Marinha resolveu deixar a igreja sob a guarda dos escoteiros do mar sediados na ilha. Incendiada novamente, em 25 de Outubro de 1977, foi restaurada, sob a orientação do engenheiro Hesíodo Castro Alves Filho, não só a igreja, mas também outras instalações e a ponte de concreto armado. Em 1938, foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Brasileiro.

Local: Praia da Boa Viagem, s/n o - Boa Viagem

Visitação: com 48h de antecedência e entre 12h e 14h.

Tel.: 2710-6581 (Sr a Maria Pérola Sodré)

Fonte - Luiz Antônio Pimentel - "14 Igrejas que Contam a História de Niterói". UFF/EDUFF

Siga-nos no Twitter!   Seja nosso amigo no Orkut!   Nosso Perfil no Facebook  
Motorista Executivo © Todos os direitos reservados
Tels: (21)2621-4502 | 7133-3174 | 8711-4974
NEXTEL: (21) 7713-0190 ID: 87*126188
Desenvolvido e Hospedado por InfoSolux